Entrevista com Wyllian Hossein

Hoje temos entrevista novamente, e, dessa vez, o convidado especial é Wyllian Hossein. Sócio fundador da Lends Club, Wyllian é responsável pelo espaço para a prática de jogos analógicos de mesa, sejam eles de tabuleiros, cartas, ou até RPGs, conhecido como uma tabuleiria.

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Julio Matos e Wyllian Hossein – sócios da Lends Club

Se você é de Porto Alegre, ou está por aqui, e ainda não teve a oportunidade de conhecer esse lugar… tente arranjar alguma! E leve alguns amigos junto! Afinal, muito mais do que um espaço de diversão, uma tabuleiria é também um espaço de socialização. Você pode saber mais a Lends Club clicando aqui.

1 – Nos fale sobre você.

Me chamo Wyllian Hossein, sou sócio fundador da Lends Club de Porto Alegre e colecionador de jogos de tabuleiro. Comecei a colecionar logo após jogar meu primeiro jogo moderno (Catan), na época o mercado de jogos no Brasil era praticamente inexistente com apenas algumas pequenas empresas lançando alguns títulos independentemente. Importar era o único jeito e quando descobri que existiam milhares de jogos legais e que não eram para crianças comecei a querer mostrar para meus amigos e a formatar a ideia do que seria a Lends.

2 – Conte-nos um pouco sobre o Lends Club. De onde se originou a ideia de criá-lo?

Lends Club é uma tabuleiria, um espaço para jogos de tabuleiro. Mais que isso a Lends é um espaço para jogos analógicos, RPG, card games, board games e etc. Na Lends temos um clube de sócios que funciona tipo Netflix, você paga uma mensalidade e pode usar várias vantagens pelo mês todo como acesso livre a loja para poder jogar os nossos mais de 200 jogos, aluguel de jogos, descontos em eventos, fazer parte dos nossos grupos fechados nas redes sociais onde discutimos sobre jogos e fazer parte do clube de compras que dá bons descontos para quem gosta de comprar jogos. Outras informações de como a Lends funciona você pode encontrar no nosso site www.lends.com.br
Nós estamos com a Lends aberta desde setembro de 2014, uma empresa nova assim como o mercado de board games no Brasil, mas a ideia e as atividades começaram em janeiro de 2013 como uma tabuleiria itinerante. Nós levávamos nossos jogos até faculdades, eventos e onde nos chamassem para demonstrar os jogos modernos. A ideia da Lends surgiu quando conheci os jogos de tabuleiro moderno (como Catan, Carcassonne e etc) e vi que não existiam esses jogos no Brasil e muito menos um espaço assim no Rio Grande do Sul. Depois de muitos jogos adquiridos e vários eventos explicando regras é que vi que havia uma oportunidade de negócio aí. Então depois de um tempo itinerante o Julio Matos (meu sócio hoje) me chamou para abrir a Lends num local que ele tinha e depois disso só foi.

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3 – Você acha que os jogadores unem-se apenas pelos jogos, ou você vê neles uma forma de instigar a sociabilidade? Por quê?

Os jogos de tabuleiro são em sua natureza sociais pois são em sua maioria para 2 ou mais jogadores e tu não consegue jogar um jogo sozinho, tu precisa de pessoas fisicamente presente para que isso ocorra. O desejo de jogar um jogo novo pode ser o que une jogadores mas a finalidade sempre é se divertir e socializar. Na Lends promovemos isso sempre pois muitas vezes frequentadores novos chegam lá sem conhecer ninguém só querendo jogar algo, entram numa mesa e depois já estão super amigos dos que estavam ali jogando. É diferente do jogo digital onde tu não vê o teu oponente cara a cara e mesmo quando os jogadores ficam sentados um do lado do outro eles ainda estão olhando para a tela e interagindo digitalmente. Nos jogos de tabuleiro tu tem que olhar para a cara das pessoas e saber lidar com os diversos fatores (sociais) que vão surgindo durante uma partida.

4 – Quais jogos você recomendaria para alguém sem costume de jogar? Por quê?

Semana passada lançamos um video falando sobre isso no nosso canal do youtube dando dicas de como trazer mais gente para o hobby. Minha dica é começar com jogos mais simples ou com os clássicos. Um que sempre funciona com qualquer grupo é o Timeline, um jogo de cartas com 2 ou 3 regras, outro é o Dixit, um party game que sempre gera boas risadas mas se o pessoal já é acostumado com jogos de tabuleiro Catan é muito bom assim como os cooperativos. Aqui no Brasil só temos jogos competitivos e quando tu mostra um coop como Ilha Proibida a galera pira por ver que eles tem que vencer do tabuleiro e não dos seus amigos.

5 – Quais as suas expectativas quanto ao jogo de tabuleiro d’A Bandeira do Elefante e da Arara?

Nós fizemos o playtest d’A Bandeira do Elefante e da Arara e recebemos um jogo bem sólido e acabado, estou ansioso para ver o jogo com a arte final pois já vi alguns teasers na internet e as ilustrações são demais. A Bandeira do Elefante e da Arara é um family game bem simples de entender e sair jogando e com uma temática bem amarrada pois consegue te passar a sensação de que está desbravando o Brasil e capturando os monstros do folclore brasileiro.
Se você tem crianças em seu grupo de jogo esse é um jogo que você deve considerar ter.

 

Nossos mais sinceros agradecimentos, Wyllian Hossein! E ficamos felizes que tenha gostado do jogo de tabuleiro d’A Bandeira do Elefante e da Arara.

– Entrevista por Fernando M. A.

Christopher Kastensmidt na Comiccon RS

Comiccon RS tá chegando… e advinha quem estará lá!

Christopher Kastensmidt estará presente no evento, Dia 22 (Sábado), e participará de três dos acontecimentos de lá. Confira seu cronograma a baixo:

15h30 – Sessão de Autógrafos.

Ao lado de Carolina Mylius e Sulamoon, venha conhecer e conseguir um autógrafo da equipe de A Bandeira do Elefante e da Arara: O Encontro Fortuito. Caso você ainda não tenha adquirido o seu livro, ele estará disponível para compra no estande da Editora Argonautas por apenas R$15.

16h45 – Painel.

Acompanhado de Ivan Costa, Émerson Vasconcelos, e Afonso Andrade, venha acompanhar uma ótima discussão envolvendo as Novidades dos eventos de Cultura Pop.

19h00 – Painel.

Possui dúvidas envolvendo Roteiro para quadrinhos? Compareça então para saná-las! Dessa vez, aqueles que estarão acompanhando-o serão S. Lobo, Vitor Cafaggi, Peter Milligan, e Rodolfo Santullo.

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Não perca essa chance! Esperamos poder ver você lá!

Entre os melhores do mês da Equipe Cabulosa!

Leitor Cabuloso elegeu recentemente as cinco melhores leituras do mês, e ficamos honrados em informar que, entre eles, está A Bandeira do Elefante e da Arara: O Encontro Fortuito. A lista não é pouca coisa, e incluí, além d’A Bandeira, livros de John Green, Suzanne Collins, Michael Crichton e George R. R. Martin!

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Rodrigo Fernandes escreve:

“A arte envolvida me deu uma nova visão da participação de alguns personagens e reforçou minha certeza da relevância e beleza da subtrama envolvendo o elefante do título.”

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Muito obrigado a toda a equipe CabulosoCast! É uma honra, e um privilégio!

#ABandeira

Entrevista com Guilherme Smee

Tivemos mais uma oportunidade de entrevista com outra figura incrível, e, dessa vez, trata-se de Guilherme “Smee” Miorando. Responsável pela página Splash Pages, Guilherme procura dialogar sobre quadrinhos através de sua visão, e de sua experiência profissional como um quadrinista, escritor, roteirista, e publicitário.

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Se você ainda não conhece sua página, você pode acessá-la clicando aqui. E se você ainda não conhece os seus trabalhos, você pode saber mais sobre suas obras autorais clicando aqui.

1 – Nos fale sobre você.

Sobre mim? Posso fazer que nem o orkut e deixar uma música? Põe aí Basket Case, do Green Day.

2 – Como você iniciou sua jornada como um publicitário, escritor, e quadrinista?

Como publicitário foi uma árdua jornada entre estágios malfadados até que finalmente entrei em um estágio na Agência Experimental da PUCRS, que abriu meu caminho no mercado, por assim dizer. Mas nunca me dei muito bem com empregos fixos, por isso hoje trabalho como freelancer. Como escritor, tudo começou com a coleção Ficção de Polpa, da Não Editora e do Samir Machado de Machado. Na época eu também era sócio da editora e fui procurar me especializar fazendo muitas oficinas literárias, entre elas as da Cintia Moscovich e do Assis Brasil. Também busquei me especializar em roteiro de quadrinhos, lendo muito sobre o assunto roteiros em geral e fazendo alguns cursos de roteiro de quadrinhos, em específico. Mas apesar de já ter lançado dois livros, um de narrativa longa e outro de contos, não me considero um escritor. A gente aprende,aprende e morre burro. Então acho que a gente escreve, escreve e não vira um escritor, porque pouca gente vive apenas disso. Posso ser considerado um autor, isso sim.

3 – De onde surgiu a ideia de criar o Splash Pages?

A ideia de criar o Splash veio depois de várias tentativas de manter um blog. Esse, por acaso, foi o que mais durou. Talvez por eu ter focado ele mais em quadrinhos, que é minha paixão. Como havia muito material que eu havia apreendido sobre história dos quadrinhos, pesquisa, teoria e quadrinhos comparados com o que me aprofundei para ministrar um curso de quadrinhos na PUCRS também com o Samir, resolvi usar um blog como uma ferramenta de treinar meu texto. Funcionou. Textos que eu levava dias para escrever hoje escrevo em duas horas. Um blog é uma ferramenta importante para você ficar mais confiante em si e no seu texto.

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4 – De todas as suas obras já lançadas, há alguma que lhe marcou mais do que as outras? Por quê?

Acho que a que mais marcou mesmo foi o Loja de Conveniências, até porque ela fala muito sobre minha vida amorosa e sexual, embora não seja uma autobiografia. É possível um livro falar de uma vida amorosa quase inexistente? Sim, porque apesar de não haver amor retribuído, há uma vida sentimental.

5 – Conte-nos um pouco sobre a fantasia nos quadrinhos, e como a graphic novel d’A Bandeira do Elefante e da Arara se encaixa nesse cenário.

Sobre a fantasia nos quadrinhos eu recomendo que ouçam o podcast que fizemos sobre Mundos Fantásticos nos Quadrinhos que, inclusive, entrevistamos o Chris. (https://splashpages.wordpress.com/2015/06/09/splashpod-s01-e09-mundos-fantasticos-dos-quadrinhos/) Mas no que se trata da ABEA, acho que ela está inserida naquela ferramenta da fantasia especulativa que é o sense of wonder, que nos leva para locais fantásticos e desperta nossa sede por aventuras. Ela nos envolve com um mundo que parece familiar e vai nos confortando com essa ideia até que, de repente, nossa mente explode com um elemento fantástico, então percebemos que fomos levados para um outro mundo. Aquele conforto já não existe mais, estamos atiçados, intrigados, buscando uma resposta para aquele acontecimento e não vamos descansar até chegar ao fim da história. Acho que é por aí, hehehe!

 

Muito Obrigado, Guilherme! Sua disponibilidade e sua contribuição para A Bandeira do Elefante e da Arara são muito bem vindas.

– Entrevista por Fernando M. A.